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terça-feira, 25 de maio de 2010

Triste realidade


- O que você quer ser quando crescer, filho?
- Presidente da República, pai.
- Puxa, filho, que legal. Mas por quê?
- Pra não precisar estudar.
- Não, filho, não é bem assim. Precisa estudar muito.
- Então quero ser vice-presidente.
- Vice, filho? Por quê?
- Pra não precisar estudar. O José de Alencar também só foi até a quinta série primária. Já posso parar.
- Não é assim, filho. Ele trabalhou muito e aprendeu.
- Pai, todo mundo que se dá bem não estudou: o presidente, o vice, a Xuxa, o Kaká, o Zeca Pagodinho...
- É que eles têm um talento...
- Ah, entendi, estudar é para quem não tem talento?
- Não, filho, pelo amor de Deus. Artista é diferente.
- O presidente e o vice não são artistas.
- Não, quer dizer, o presidente, de certo modo, até é.
- Se eu estudar, vou ganhar mais do que o Kaká?
- Menos.
- Ah, é? Então quero ir já para a escolinha.
- Você já está numa boa escola, filho.
- Quero ir pra escolinha de futebol.
- Não, filho, você precisa estudar muito. A escola abre caminhos para as pessoas. Pode-se viver dignamente.
- Acho que vou querer ser corrupto.
- Meu Deus, filho, não diga isso nem de brincadeira.
- Na TV disseram que ninguém se dá mal por causa da corrupção e que tudo sempre termina em pizza. Adoro pizza. Quando for corrupto, pedirei só de quatro queijos.
- Ser corrupto é muito feio, meu filho.
- Ué, pai, se é feio assim, por que Brasília está cheia deles e quase todos conseguem ser reeleitos?
- É complicado de explicar, Wilk. Mas isso vai mudar.
- Quero ser corrupto e praticar nepotismo.
- Cale a boca, filho, de onde tira essas barbaridades?
- É só olhar televisão, pai. O Sarney pratica nepotismo e é presidente do Senado. Ninguém pode mexer com ele.
- Mas você sabe o que é nepotismo, filho?
- Sei. É empregar os parentes da gente.
- E você quer fazer isso?
- Claro. Assim ia acabar com os vagabundos da família.
- Filho, você precisa ter bons valores. Pense numa profissão, numa coisa honesta e que seja respeitada. Não quer ser médico, dentista ou, sei lá, engenheiro?
- Não. De jeito nenhum. To fora, pai!
- Mas por que, filho?
- Eles nunca vão no Faustão.
- Isso não tem importância, filho. Que tal bombeiro?
- Vou querer ser astronauta ou jornalista.
- Hummm... Jornalista? Por que mesmo, filho?
- Não precisa mais ter diploma pra ser jornalista...

(Autor desconhecido)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Nasceu um pai...

Recentemente acompanhamos o nascimento de um menino e a emoção do pai que entre lágrimas e sorrisos segurou o filho pela primeira vez em seus braços. Como "nasce" um pai? É na hora em que seu filho vem ao mundo? Um filho nasce no imaginário de seus pais desde muito antes da concepção, da gestação ou do nascimento. Ele nasce primeiro no desejo daqueles que se dispõem a investir em outro ser, que o pensam, imaginam para ele uma vida, um futuro, conquistas e muita felicidade. Assim nasce uma criança: banhada pelo desejo de seus pais. No início da vida a mãe é a protagonista na relação com o bebê. E o pai? O pai ao lado da mãe vai apreendendo a conhecer aquele pequeno ser, que apesar de recém chegado, transforma toda a sua vida. Primeiro são as noites mal dormidas, as fraldas que precisam ser trocadas, as cólicas acalmadas e a fome saciada. Havia um tempo em que culturalmente todas essas atividades eram responsabilidade da mãe, ao pai cabia trabalhar e prover a família.Hoje vivemos outros tempos, a exceção da fome que só pode ser aliviada pela mãe – que tem o seio – os pais "modernos" desde o início envolvem-se com toda a rotina do bebê, conquistaram até o direito a licença paternidade. Eles querem estar juntos, acompanhar, fazer parte. Anseiam tornarem-se pais, se angustiam, sentem medo e esperam pacientemente pelo momento de serem reconhecidos, de receber um sorriso, de serem chamados de papai. Sabem dar banho, auxiliam nas tarefas escolares, levam a festas, entre tantas outras coisas.O pai é um terceiro numa relação que inicialmente é de dupla (mãe-bebê), é uma sombra que vai aparecendo, afinal se existe um filho, é porque antes de tudo houve um amor, o desejo entre um homem e uma mulher. Esse homem que a mãe ama e que aos poucos vai mostrando ao filho, através disto ela lhe ensina que no mundo não existem só os dois, há um outro cuja presença é fundamental, se o pai não tem o seio, tem tantas outras coisas importantes para a constituição da criança. Na história infantil de todos os sujeitos o pai ocupa um lugar especial, o lugar da lei, é ele que ensina que na vida não se pode ter tudo, que existem normas e hierarquias. Afinal é ele que desde nossos primeiros tempos de vida quebra a ilusão de que somos únicos e plenos em nossa relação simbiótica com a mamãe.Que alívio ter um pai. Um pai que ama, cuida, protege, mas que também sabe com segurança dizer não, que ensina sobre nossos limites. Esse pai que sabe quão importante é acompanhar e participar da vida de seus filhos, que consegue se fazer presente e conhecer sua cria através da intimidade e da convivência.O pai nasce de um aprendizado, de uma história que só pode ser construída ao lado de um filho. História essa que exige de um homem coragem para enfrentar o desafio de encarregar-se de um outro que vem para dividir com ele não apenas o amor de uma mulher, mas uma vida toda. E por essa vida a fora, esse pai vai percebendo que além de tudo precisa aprender a desprender-se de todos os planos e expectativas que tinha para seu pequeno, afim de que possa dar-lhe liberdade suficiente para que ele seja o que ele mesmo deseja ser. Fato esse que se torna mais fácil quando o pai sente-se seguro e confiante da história que construiu ao lado do filho e que sabe que trabalhou para torna-lo um homem ou uma mulher de bem.

Publicado em 04/08/2003
Autora: Claudia Piccolotto Concolatto - PsicólogaProjeto - Associação Científica de Psicanálise - Passo Fundo - RS

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Poema enjoadinho

Autor: Vinícius de Moraes

Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

O texto acima foi extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 195.

domingo, 28 de dezembro de 2008

O meu anjo nasceu... (LAURA)

Anjo Samile
(Casaca)
Composição: Renato Casanova

Ô meu anjo nasceu
Tudo que quiser eu vou te dar
Meu amor, minha vida

De noite posso ver a escuridão
Que tanto assusta o seu modo de pensar
Na realidade
As lágrimas que caem
Não correspondem a nada
Porque posso ver
Nossa felicidade
Tudo que quiser imaginar
Tem que pensar profundamente o que vai se daqui pra frente
Só quero estar presente nessa hora porque sei que é a agora
O momento pra te dizer
Que o tempo todo esperei pra ver você chegar
Ô meu anjo nasceu
Tudo que quiser eu vou te dar
Meu amor, minha vida

Sei que ainda é cedo para ter resposabilidade sobre alguém que vai nascer
Seja no universo ou em qualquer parte do mundo fomos fundo
Porque tínhamos que conhecer
Agora bate um novo coração dentro de uma nova vida que espero aparecer
A lágrima do choro é a liberdade
É a verdade do saber
Que o tempo todo esperei para ver você chegar
Ô meu anjo nasceu...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ser pai no século XXI



Como os homens concebem seu papel de pai às vésperas do século XXI??
Como o exercem?

Para os povos primitivos, o homem não tinha qualquer participação no processo de reprodução, inclusive acreditava-se que a mulher era fertilizada pelos raios lunares.

Segundo o folclore da civilização ocidental, o pai tem em relação ao nascimento dos filhos, basicamente 3 funções: fecundar o óvulo, esperar ansiosamente no corredor da maternidade enquanto ocorre o parto e prover as necessidades materiais da família.

Daí, o já fora de moda "pai tradicional", que sai para trabalhar todas as manhãs, geralmente almoça fora e retorna a noite, exausto, querendo "os chinelos" e o jantar...

E infelizmente podemos contar nos dedos os que esperam seus bebês no berçário, que os levam ao médico, que participam de reuniões de pais...

Mas, nem todos os pais são omissos. Hoje já é possível observar pais que não se deixam conduzir pelo velho estereótipo machista e curtem os filhos desde a gestação, participam de curso para casais grávidos, lêem revistas e livros especializados e buscam sites que falam sobre bebês. Mais tarde sentem prazer em ajudar a trocá-los, embalam-nos carinhosamente, fascinam-se ao acompanhar seu desenvolvimento e dispõe-se a cuidar deles enquanto suas mulheres desfrutam de um pouco de privacidade, descanso e silêncio.

Dito "pai do século XXI" - ainda fragilizado pelo fato de hoje a mulher ter acesso as mesmas funções que o homem e AO MESMO TEMPO gestar.

Dizemos que a mãe moderna usa seu inato instinto materno. O homem moderno improvisa. Ninguém lhes ensinou como fazer, ou seja, o bê-a-bá. Como agir diante de um bebê, segurá-lo, dar-lhe a mamadeira, fazê-lo arrotar, saber como e de que lado deitá-lo ....Ele aprende na prática, com improviso....e surpreendentemente descobre-se um ótimo pai.

Quando caem os tabus, é maior a liberdade social e cultural de improvisar o papel do pai. Se o homem quiser, poderá ficar mais próximo, estabelecer uma relação mais direta e imediata com a criança, ter acesso ao filho desde o nascimento. Pode pegá-lo, trocá-lo passar pomada no bumbum, limpar o curativo do umbigo, dar-lhe banho, vesti-lo, acalentá-lo, deitá-lo, dar-lhe mamadeira , levá-lo para a mulher amamentar...

Quando a criança cresce o pai pode dar a mamadeira, o mingau, preparar a sopa de legumes, o suco de laranja. E mais tarde arrastar-se pelo chão, engatinhar com ele, ensinar-lhe palavras, cantar, ajudá-lo a andar, manipular seus brinquedos, contar histórias para ele...

É fácil ser pai quando se está disponível...quando não temos medo...quando permitimos a aproximação...quando nos emocionamos. Quando ensinamos (através do abraço) nosso filho a ser um pai ou mãe muito mais afetivo, generoso e feliz.

Lembre-se: Não se nasce um pai moderno, torna-se um...
Boa Sorte!!!


Clarice Skalkowicz Jreissati
Psicóloga

Fonte:www.guiadobebe.com.br

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A maior emoção de todas...

Bem, quando ainda era uma criança, com 10 anos de idade, e cursava a 4ª série, com a Tia Cecy, na Escola Estadual Dr. João Beraldo, participei de um concurso municipal de poesias, realizado entre todas as escolas de Carlos Chagas. A participação era "obrigatória", pois todos os alunos tinham que trazer pronta de casa uma poesia, que seria a sua participação no concurso. E assim fizemos todos... uns com mais, outros com menos ajuda dos seus pais. Mas todos levaram, no dia marcado, a sua poesia.
No dia do resultado, a minha surpresa foi imensa quando a "Tia Cecy" chegou na sala de aula e disse que o vencedor do concurso tinha sido da nossa escola... da nossa sala... e que era um menino... foi aquela expectativa enorme, até que ela anunciou que a minha poesia entitulada "PRIMAVERA" tinha sido escolhida a melhor e que eu era o grande vencedor do concurso!!! Naquele momento, tive a maior emoção da minha vida, até então...
Lembro que passado alguns dias, a diretora da escola, veio me dizer que o meu prêmio seria entregue num palanque, montado em praça pública, para as comemorações do dia da criança. As minhas pernas tremeram só de pensar em subir num palco diante de tanta gente!!! E no dia da festa, eu nem cabia em mim mesmo, de tão feliz e orgulhoso que estava... e naquele momento, tive a maior emoção da minha vida, até então...
Nesta mesma época, eu já iniciava as minhas primeiras braçadas na piscina do Clube Carlos Chagas, com a turma de natação do técnico José Geraldo. Desde aquele tempo, eu já era muito competitivo, e gostava sempre de vencer... mesmo que nem sempre era possível!!! Aí vieram várias medalhas de ouro, prata, bronze... e naqueles momentos, tive as maiores emoções da minha vida, até então...
O tempo foi passando, fui crescendo, me transformando em rapaz, quase um homem, quando passei no vestibular na UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS, e naquele momento, tive a maior emoção da minha vida, até então...
A vida de universitário não é fácil, pois nesta época da vida, é que somos expostos a quase todas as experiências de nossa vida. A responsabilidade pelo seu sucesso ou fracasso é unica e exclusivamente sua, e o tempo continua passando, e a vida te reserva o grande dia da sua formatura. A minha foi no dia 20/04/2002... e naquele momento, tive a maior emoção da minha vida, até então...
Neste perído em que vivi em Lavras, fazendo a minha faculdade de Zootecnia, conheci muita gente, do Brasil inteiro, fiz muitas amizades, tive algumas namoradas, até encontrar LUCIANA. Nós começamos a namorar, e quando me formei e voltei para a minha cidade, ela continuou em Lavras terminando a sua faculdade de Engenharia Florestal. Neste período de 3 anos, nós continuamos a namorar mesmo à distância. Quando ela se formou em julho de 2005, ela veio morar comigo, em Carlos Chagas. Isso foi muito emocionante!!!
Com o passar do tempo, decidimos que seria importante para nós dois que nos casássemos. E enfim chegou o dia 11/03/2006, o dia do nosso casamento... e naquele momento, tive a maior emoção da minha vida, até então...
A vida sempre segue o seu curso, e como outros casais, também tínhamos o sonho de aumentar a nossa família, com a chegada de um filho(a),... e aí iniciamos um perído de quase 2 anos de tentativas e acompanhamento médico, até chegar o dia 20 de abril de 2008, numa consulta com a Dra. Cleide, a confirmação da gravidez, por um exame de sangue... e naquele momento, tive a maior emoção da minha vida, até então...
As semanas e meses se passaram e a ansiedade foi aumentando a cada semana de gravidez completada. Com o cálculo e planejamento de alcaçarmos as 40 semanas de gestação no dia 07/01/2009, íamos organizando o quartinho e todas as outras coisinhas do bebê... já deixando tudo pronto para o grande dia!!!
No entanto, numa consulta marcada para as 10:30 hs do dia 22/12/2008, a 1ª segunda-feira do verão deste corrente ano, a Dra. achou melhor marcarmos a cesariana para aquele dia mesmo... e nos recomendou a internação de Luciana até as 13:30 hs, no Hospital Lourençao Westin, Carlos Chagas. Saímos da consulta ainda meio atordoados com a notícia... mas enfim, estávamos dispostos a cumprir o nosso destino. E às 15:40 hs deste mesmo dia 22/12/2008, veio ao mundo o meu tesouro, o meu grande presente de DEUS, o meu anjinho chamado LAURA!!! E NESTE MOMENTO, SENTI A MAIOR EMOÇÃO DE TODAS...
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